04/03/2012
Macbeth is alive
17/02/2012
Uma foto não é nada!!!
23/01/2012
Mais um encontro...inevitável encontro!
20/01/2012
Papinho...
Me falem de dissecações e esqueçamos as obviedades.
Não preparo atores, respeito o inevitável.
19/01/2012
Toda vez...toda vez.
Que palavra e que peso é esse PREPARAR?
Despretensiosamente afirmo no meu silêncio que sou incapaz. Não sei. Tenho enorme dúvidas com essa obrigação, função, trabalho.
Vou duvidando. De mim, do diretor, do ator, do roteiro, do espaço, do tempo.
Certo de que não faço filme, não preparo atores.
Certo seria me convidarem para continuar na busca do inevitável. Em almas dissolvidas de atores poderosos e encarniçados de genialidade.
Mas preparar....sei não...
30/12/2011
O que pensam os atores?
Nada tão novo, nada tão inovador. Apenas o arrepio dorsal que invade todos os meus sistemas lógicos e irracionais.
O que pensa o ator?
O que qualquer um de nós pensa, direi eu. O que de novo há nisso?
Mas, o que pensam os atores três segundos antes de entrarem em cena, diante de um "ação" ou de um "gravando"?
Não sei. Tantas possibilidades, infinitas ou vazias.
Mas o corpo pensa. Pede. Agita. Grita. Tensiona.
Serão os tais três segundos antes do momento "pra valer" que um mundo passa pelo corpo inquieto. Diria até que TENSO!
Uma respiração mais profunda, um olhar mais atento, uma infladinha e uma concentração...Eis o resultado para tudo ir por água abaixo.
A cena sairá certa, os textos bem falados, as marcas cumpridas. Mas o estado natura em que precisamos para recriarmos a realidade ficcional tão visceral, não acontecerá.
Então, fiquem atentos aos três segundos - entre o atenção e o ação - se observem, observem aos outros e perceberão (ou não) que pensar nesta hora não serve, serve ser pensado, pelo corpo, por tudo o que se conquistou antes de estar ali, preste a agir, a atuar, a ser.
Ninguém disse que seria fácil...
Mas impossível não é!
07/10/2011
Exercício de direção. Teatro/Cinema
09/08/2011
Exercício para jovens atores
O despreparo em preparar atores (1)
01/08/2011
Entre Vales e Montanhas...e encontros
21/07/2011
Sou ator.
Mais sobre projetos e trajetórias.

08/05/2011
Margarita Terekhova - "O espelho"
10/04/2011
Liv Ullmann.
A pessoa do ator no Pessoa poeta
PREDOMÍNIO DO SENTIDO INTERIOR
Era eu um poeta estimulado pela filosofia e não um filósofo com faculdades poéticas. Gostava de admirar a beleza das coisas, descobrir no imperceptível, através do diminuto, a alma poética do universo.
A poesia da terra nunca morre.
A poesia encontra-se em todas as coisas - na terra e no mar, no lago e na margem do rio. Encontra-se também na cidade - não o neguemos - é evidente para mim, aqui, enquanto estou sentado, há poesia nesta mesa, neste papel, neste tinteiro; há poesia no barulho dos carros nas ruas, em cada movimento diminuto, comum, ridículo, de um operário, que do outro lado da rua está pintando a tabuleta de um açougue.
Meu senso íntimo predomina de tal maneira sobre meus cinco sentidos que vejo coisas nesta vida - acredito-o - de modo diferente de outros homens. Há para mim - havia - um tesouro de significado numa coisa tão ridícula como uma chave, um prego na parede, os bigodes de um gato. Há para mim uma plenitude de sugestão espiritual em uma galinha com seus pintinhos, atravessando a rua, com ar pomposo. Há para mim um significado mais profundo do que as lágrimas humanas no aroma do sândalo, nas velhas latas num monturo, numa caixa de fósforos caída na sarjeta, em dois papéis sujos que, num dia de ventania, rolarão e se perseguirão rua abaixo. É que a poesia é espanto, admiração, como de um ser tombado dos céus, a tomar plena consciência de sua queda, atônito diante das coisas. Como de alguém que conhecesse a alma das coisas, e lutasse para recordar esse conhecimento, lembrando-se de que não era assim que as conhecia, não sob aquelas formas e aquelas condições, mas de nada mais se recordando.
Fernando Pessoa em "O Eu Profundo".
1910?
05/04/2011
Espaço do impossível
28/03/2011
...ainda Giacometti.
3º Movimento
25/03/2011
Alberto Giacometti



